Visitando alguns clientes, comecei a observar os jardins que estão sendo implantados ao redor, os jardins de moda, os jardins efêmeros, que logo se acabam e são substituídos, como se os vegetais fossem simples objetos de decoração, que podem ser trocados quando se enjoa, quando muda a moda ou quando uma palmeira recém plantada de 10 metros de altura perde sua vitalidade e morre, por estresse de plantio ou o manejo errado ou por qualquer outro problema.
Observando e refletindo, os jardins estão parecidos com o ser humano, quando enjoamos trocamos de parceiros, de escola, de banco, trocamos de família, de valores, de religião, quase não vemos nossos filhos crescerem, o primeiro sorriso, o primeiro passo, o primeiro dia de escola, quase não vemos nosso parceiro, dormimos, acordamos, trabalhamos, dormimos, e ai a vida já passou e não curtimos o que realmente importa nesta vida. E assim estão os jardins, o proprietário contrata para que o paisagista deixe seu jardim pronto, com aspecto de 30 anos, com plantas adultas, produzindo flores e frutos, com toda a parte de irrigação pronta e se por ventura a planta morrer ou ficar feia troca por outra, jogando a vida no lixo. Já me perguntaram em ocasiões que fiz orquidários o porquê que as, não produziam flores, e com a explicação que a maioria das orquídeas produz flores uma vez ao ano, e que boa parte do ano no orquidário só vai haver folhas, reclamam e pedem para colocar orquídeas novas com flores, jogando as outras fora. Parece que ninguém tem mais tempo de esperar, de curtir o desenvolver do botão, estamos esquecendo do velho pensamento de que para existir árvores precisa antes existir sementes.
É necessário apreciar a beleza do outono, da necessidade do descanso, de parar um pouco e se resguardar, para que a energia brote com mais força e alegria.
Luciana Pessopane
Quem sou eu
- Ateliê do Verde
- Campinas, São Paulo, Brazil
- Uma empresa que trabalha com Paisagismo, Jardinagem e Meio Ambiente.
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Jardim sempre verde
É engraçado como os jardins estão sempre verdes, parece que nunca entram no outono.
A estação do descanso e da pausa também é muito importante para o jardim, os vegetais, a terra, os animais que nela existem precisam deste descanso para que cheguem a primavera com toda força e vigor, isto é lógico, se não descansamos ficamos doentes e cada vez mais sem brilho. Meu pai sempre disse que outono e inverno que chove muito o pasto não descansa, e a pastaria do próximo ano fica fraca, ele tem toda razão. Nossos jardins também precisariam deste descanso, não precisamos relaxar e deixar o jardim feio, mas um pouco de tempo para o jardim recuperar suas forças seria o ideal.
No nosso mundo a beleza fala mais alto que a essência, que a verdade, precisamos deixar o jardim respirar, vamos trabalhar mais a terra durante o outono, fortalecendo a raiz, a base, para que todo o resto apareça.
Luciana Pessopane
A estação do descanso e da pausa também é muito importante para o jardim, os vegetais, a terra, os animais que nela existem precisam deste descanso para que cheguem a primavera com toda força e vigor, isto é lógico, se não descansamos ficamos doentes e cada vez mais sem brilho. Meu pai sempre disse que outono e inverno que chove muito o pasto não descansa, e a pastaria do próximo ano fica fraca, ele tem toda razão. Nossos jardins também precisariam deste descanso, não precisamos relaxar e deixar o jardim feio, mas um pouco de tempo para o jardim recuperar suas forças seria o ideal.
No nosso mundo a beleza fala mais alto que a essência, que a verdade, precisamos deixar o jardim respirar, vamos trabalhar mais a terra durante o outono, fortalecendo a raiz, a base, para que todo o resto apareça.
Luciana Pessopane
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Monografia
Vocês podem baixar livros, textos e monografias gratuitamente no site www.sribd.com . Também poderá ter a minha monografia sobre métodos de controle de cupins neste endereço www.scribd.com/doc/2324615/Dois-Metodos-de-Controle-de-Cupins . Vai lá, é de graça.
terça-feira, 5 de maio de 2009
DESCASO COM A POPULAÇÃO. MAIS AINDA, COM OS ANIMAIS!
DESCASO COM A POPULAÇÃO. MAIS AINDA, COM OS ANIMAIS!
Este fim de semana queria fazer algo diferente com minha filha, Gabriela de 3 anos. Ela adora animais e alguns deles só viu pela TV ou por foto.
Resolvi ir ao Bosque dos Jequitibás, um lugar que para mim representa infância, isto porque morava perto, logo ali na Av. Princesa D´Oeste e sempre pela manhã minha avó nos levava para passear e ver os animais e os jogadores da Ponte Preta treinando numa área verde, que na época em Campinas já era muito difícil, lá pela década de 80. Lembrei-me também de quando era adolescente e enforcava aulas para ver os macacos que fugiam e que tinha que chamar o Bombeiro para tirar dos telhados das casas vizinhas. Minha surpresa de quando cheguei ao local, foi o que posso chamar de “valet” completamente bêbado solicitando para olhar o carro, tudo bem isso tem em qualquer ponto turístico da cidade e saí para caminhar dentro do que resta da mata preservada, conquistada por decreto pela população, antes que a Avenida Aquidabã passasse por cima e sumisse do mapa o que resta de área verde em meio a floresta de concreto. Entrando no local nos deparamos com placas que seriam para informar, mas na verdade mais desinformados ficamos. Caminhando mais a frente vimos a onça onde minha filha logo notou o seu rabo decepado, talvez por algum circo que a maltratou antes de ir para o bosque. Seguindo em frente o leão, com sua jaula totalmente destruída andando estressado de um lado para outro. Fora isso os macacos com sua ilhota de 3 metros quadrados, ou melhor, “redondos” quase me deixaram tonto de tanto andarem em círculos. Araras, papagaios, lontras, jabotis, fora os que não pudemos ver, pois estavam tão cansados que nem quiseram sair. As jaulas todas caindo aos pedaços e sujas, mais pareciam demolições, fora os poços de bebedores sujos e verdes. Bancos de mais de 100 anos destruídos não só devido ao tempo como também de pichadores e depredadores de monumentos públicos. Resultado da visita: Surpresa de minha filha de ver alguns animais mesmo que tristes mal tratados, pois como sendo uma criança que nunca viu um animal em boas condições de vida para ela tudo era novidade e para mim uma frustração de ver um local que deveria ser exemplo de bons tratos com animais e seres humanos. Um lixo! Nem vou citar aqui a parte paisagística e arquitetônica do local se não ...
Este fim de semana queria fazer algo diferente com minha filha, Gabriela de 3 anos. Ela adora animais e alguns deles só viu pela TV ou por foto.
Resolvi ir ao Bosque dos Jequitibás, um lugar que para mim representa infância, isto porque morava perto, logo ali na Av. Princesa D´Oeste e sempre pela manhã minha avó nos levava para passear e ver os animais e os jogadores da Ponte Preta treinando numa área verde, que na época em Campinas já era muito difícil, lá pela década de 80. Lembrei-me também de quando era adolescente e enforcava aulas para ver os macacos que fugiam e que tinha que chamar o Bombeiro para tirar dos telhados das casas vizinhas. Minha surpresa de quando cheguei ao local, foi o que posso chamar de “valet” completamente bêbado solicitando para olhar o carro, tudo bem isso tem em qualquer ponto turístico da cidade e saí para caminhar dentro do que resta da mata preservada, conquistada por decreto pela população, antes que a Avenida Aquidabã passasse por cima e sumisse do mapa o que resta de área verde em meio a floresta de concreto. Entrando no local nos deparamos com placas que seriam para informar, mas na verdade mais desinformados ficamos. Caminhando mais a frente vimos a onça onde minha filha logo notou o seu rabo decepado, talvez por algum circo que a maltratou antes de ir para o bosque. Seguindo em frente o leão, com sua jaula totalmente destruída andando estressado de um lado para outro. Fora isso os macacos com sua ilhota de 3 metros quadrados, ou melhor, “redondos” quase me deixaram tonto de tanto andarem em círculos. Araras, papagaios, lontras, jabotis, fora os que não pudemos ver, pois estavam tão cansados que nem quiseram sair. As jaulas todas caindo aos pedaços e sujas, mais pareciam demolições, fora os poços de bebedores sujos e verdes. Bancos de mais de 100 anos destruídos não só devido ao tempo como também de pichadores e depredadores de monumentos públicos. Resultado da visita: Surpresa de minha filha de ver alguns animais mesmo que tristes mal tratados, pois como sendo uma criança que nunca viu um animal em boas condições de vida para ela tudo era novidade e para mim uma frustração de ver um local que deveria ser exemplo de bons tratos com animais e seres humanos. Um lixo! Nem vou citar aqui a parte paisagística e arquitetônica do local se não ...
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